terça-feira, 8 de setembro de 2009

@Tunisia


e tá feito! eu quando quero também tenho um feitio cão, mas os amigos tudo toleram!... uma semana já passou. @Tunisia! beijos, Dinis, beijos!

sábado, 29 de agosto de 2009


e há dias assim, em que tudo o que já sabes é-te telegrafado e tu percebes que não estás só... nunca, nada ou como! obrigado! também te trago no coração. Sempre! beijos

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

é uma espécie de coisa esquisita, que não sei bem explicar mas permanece...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

as forças quebram, assim como o olhar turvo e a imensidão do nada estende-se à sua frente... o nada. mas este diferente do anterior. e o corpo cedeu já mas a alma teima em o não fazer! e como teima! ergue-se solitária e insiste, sempre e uma vez mais. e não quebra, e pouco verga mas teima...

terça-feira, 21 de julho de 2009

as chaves ficaram em cima da mesa, virou costas, fechou a porta e saiu. a decisão estava tomada, nada mais havia a fazer. contudo as gotas de chuva que lhe molhavam a cara eram também a expressão da sua dor. da mágoa. doia-lhe, o quê? isso não sabia bem. e os pormenores dentro de si permaneciam... havia-a conquistado ao primeiro sorriso. e ambos o sabiam e quanto a isso tudo estava esclarecido. mas nem sempre o sol brilha e também para si tal é verdade. e a lua cheia em nada a preenche ou o som do riso das crianças. apenas o tempo sarará as feridas. a porta permanece fechada, mas dentro de si, tudo vive ainda e para tal... não há porta que se feche.

domingo, 19 de julho de 2009

é assim uma coisa esquisita!.. como se não fosse bem eu, ou pelo menos a reagir de acordo com o que pretendo. e bolas,,, como isso me incomoda. mas acontece igualmente. e independentemente! e algo mais acabado em ente.... que não a minha mente, porque essa turbilha a todo o instante. e o que me incomoda sou eu e ninguém mais. ou pelo menos é o que desejo. mas eu sei lá....

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Desordem natural

Há uma nova ordem natural das coisas, ou talvez devesse chamar-lhe desordem. Foi o que dei por mim a pensar enquanto limpava a cara com leite hidratante, base, pó e sombras, eye liner e rímel para aprofundar o olhar, e outros truques que nos emprestam a aisance necessária para enfrentar o mundo. Ele escovava os dentes e ambos olhávamos o outro ligeiramente de lado, como se quiséssemos passar despercebidos.

- Os meus ovos estão a acabar, tu sabes?

- Eu sei querida, penso muitas vezes nisso.

Eu também, quase disse, mas depois calei-me fomos deitar-nos. Claro que ele sabia. Há mais de quatro anos nisto, eu a querer casar e ter filhos, e ele não. Apagou a luz e ficámos os dois quietos, presos um no outro. E foi então que me disse que pensava muito no futuro, que às vezes ainda sonhava esse futuro comigo, casa, filhos e férias juntos, uma família feliz, que já estivera muito mais perto de me pedir em casamento do que eu alguma vez suspeitara, mas o medo impedira-o sempre de avançar. Em vez disso, marcava o território qual macho indeciso, e eu, muito parva, em vez de acender a luz e lhe perguntar, mas por que raio é que nunca o fizeste, deixei-me estar quieta no escuro e respondi: - Ainda bem, fico muito contente, afinal não estava maluca estes anos todos, afinal tu sempre gostaste de mim. E depois adormecemos mergulhados naquela paz triste e serena, própria de quem perde a guerra porque não lhe apetece lutar a última batalha. Nunca sabemos quando deixamos de amar alguém, o amor nunca morre, é como uma velha árvore que se vai desfazendo; os troncos ficam demasiado pesados e quebram, as folhas estalam e caem, é um processo muito lento, sobretudo quando não queremos deixar de amar. Durante demasiado tempo eu pusera os meus ovos todos naquele cesto. Por obstinação, infantilidade, ou as duas coisas, aí projectei a minha ideia de futuro: os ovos do sonho, da esperança, da fertilidade. Mas o cesto estava vazio. E, do outro lado da realidade, o medo, ainda e sempre esse monstro cinzento igual à morte, epnas sem a ceifa erguida, que o impedira de se atirarà vida e de ser feliz. Dormi pouco, sobressaltada por imagens do meu futuro impossível. Era como se já o tivesse vivido sem nunca ter passado sem ele. Crianças de cabelos aos caracóis com o riso igual ao meu, uma vida em comum, semelhante à dos comuns mortais da casa ao lado, da rua de cima, da cidade vizinha, quem sabe até de outros planetas, porque o amor é universal e a vontade de criar laços e de ter filhos atravessa todos os seres vivos. Era muito cedo quando se levantou e me trouxe uma chávena de café antes de sair. Quis perguntar-lhe porquê, mas já não valia a pena pedir, explicar, insistir, chorar e rir, todos os verbos estavam gastos. E no entanto, todos os gestos eram, ainda e sempre, tão belos. Ele a pentear-me a franja para o lado com cuidado, a olhar para mim como se tivéssemos 10 anos e eu fosse a sua primeira namorada, e depois a ir-se embora devagar, como quem nunca quer partir, enfrentando o caos que governa o mundo.

Fechei os olhos e mergulhei no sono, embalada por uma paz até então desconhecida. Quando acordei vi um embrulho enorme em cima da mesa de cabeceira. Era o cesto dos ovos. Estavam todos lá dentro, muito arrumados, de várias cores e tamanhos. Peguei no cesto e fui-me embora. Finalmente estava livre. Agora já podia ir até ao fim do mundo.


in, Crónica, Revista Máxima, por Margarida Rebelo Pinto

terça-feira, 30 de junho de 2009


também tu floresces em mim....

domingo, 21 de junho de 2009

all love

é o carinho que me desarma... e sempre ele que me ampara.
o sorriso luminoso das amigas!
os gestos cavalheiros das caras-metade.
são os momentos em grupo... as lágrimas, porque convosco posso sempre chorar, posso sempre ser eu. apenas eu.
como sou.
e hoje dormirei traquila, porque me amparam os braços doces dos que me querem bem.


"barbie, és grande"

segunda-feira, 1 de junho de 2009

sem música... sem som... em tempo real


I choose to hide, but I look for you all the time… e nem sempre estás, e quando assim é doi muito e mais e doi novamente. E há dias longos e horas intermináveis. E assisto a fins-de-semana tristes e melancólicos.

… tell me are you going tired of what I didn't do? Foi assim, sei-o bem e também isso me pesa. Porque não sabia mais e aprendi à minha custa, minha e de ninguém mais, mas também isso magoa, porque agi de coração ou com razão, ou sem, mas hoje não o faria assim.

… don't wanna hear, don't wanna fight, cause this time I won't be wrong. A razão é sempre tão subjectiva! A minha comando-a eu, com ou sem pudor, a bem ou mal, mas sempre eu, tal como tu e todos os outros. Se chocarmos, se não resultar, a consciência permanece tranquila, porque fui fiel a mim, apesar de tudo, mas não sem reticências e questões.

Choose love, choose love… e isso não! Nem foi nunca a intenção, sei-o hoje. E a tristeza deu lugar à mágoa. E essa permanece… mas sorrio apesar de tudo. Porque o dia de hoje é sempre melhor do que ontem e o amanhã será seguramente também. E se assim não for, também a esse assistirei.