segunda-feira, 12 de maio de 2008


existem segundos irrepetíveis, que permanecem eternamente dentro de nós... nesse instante... somos felizes

quarta-feira, 16 de abril de 2008


estás mais bonito! não mudaste nada, mas estás mais bonito! eu? eu fraquejei no momento em que te vi, não pensei que fosse acontecer, mas aconteceu! por isso é que te evitei! mas tu não o fizeste! e sorriste! e a noite ganhou um brilho!... mas foi esquisito, não foi? ou serei só eu?! estás mais bonito, sabes? não mudaste nada, mas estás mais bonito!

domingo, 13 de abril de 2008

José Maria Vieira Mendes, 32 anos e tanto desalento

Estive a ler uma entrevista de José Maria Vieira Mendes, um autor de 32 anos, escreve peças, que nunca vi, e parece-me tão triste. Fala da vida com um desalento que me marcou. Não é a crueza das palavras ou dos pensamentos, mas antes os pensamentos em si, porque não me revi nesta geração de que fala, onde todos andamos em circulos, orfãos de figura paternal e maternal, em busca de um rumo desconhecido. Porque não sou assim. Pois não?!...

E aqui estou, também eu a escrever, porque o faço desde sempre, como escape e terapia. Não serei porventura o supra sumo da escrita, mas sou fiel e leal a mim, ao que penso e àquilo em que acredito. Porque vir à janela é importante. Sim, janela. Os blogues nada mais são do que janelas, onde os vizinhos, nos lêem e ficam a saber de nós. Os nossos blogues são janelas imensas, abertas, diria até escancaradas, para o interior de cada um de nós. Ler um blogue, é conhecer alguém. Em casa tenho textos imensos, escritos na era pré-internet e pré-blogue (e eu fui das últimas bloguistas, decididamente) dos momentos marcantes. Ou seja, a minha janela é já muito velhinha! Primeiro foram os poemas, porque os problemas amorosos da infância e juventude, à data os maiores do mundo, só podiam ser descritos em poema, só assim faziam sentido. Mais madura veio a prosa, fruto da forma como falo, infindável, a prosa serve -me como uma luva. A dificuldade é conseguir escrever à velocidade a que penso. Também na casa dos vinte anos escrevi muito! O divórcio dos meus pais, a morte do meu avó, de um amigo, da Bolas, tudo gravado em palavras, vezes sem fim, ainda hoje reler os textos de então é sofrer da mesma forma, é sentir o que senti nessa altura, é reviver o que nem sempre se quer. Hoje, o blogue... Também veio como forma de guardar o importante, de ouvinte silencioso, de alma fora do corpo.Mas uma alma, que muito embora não esteja sempre alegre, permanece idealista. Que sonha! Que almeja!

Não, não faço parte desta geração de que o José Maria Vieira Mendes fala. Decididamente que não. Porque apesar de tudo o que está mal, apesar da lucidez extrema e do feitio complicado, consigo ainda assim ser feliz, estar feliz, ficar feliz. Por mim, por vocês e por todos aqueles que algures são felizes. Ando em circulos, claro, mas não chego a ficar tonta...




segunda-feira, 7 de abril de 2008

parabéns! estou mto feliz por ti!

sabes, no sábado pensei em nós e fartei-me de chorar! devia ter escrito nessa altura, porque as ideias que me assolavam numa catadupa incandescente eram o espelho do que sinto. da tristeza que me acompanha por não sermos como poderiamos ser. porque afinal tu és parte de mim e nós somos parte do mesmo. ainda assim: não parece! nunca pareceu! e se eu sou difícil, com um temperamento vincado e por vezes explosivo, também nisso somos feitos do mesmo e tu és, incomparavelmente, mais dificil do que eu. sabes, as lágrimas já me acompanham novamente, porque o facto de me ter acostumado à realidade da nossa relação não significa, nem por um instante, que não magoe. porque quando um dia ficar sozinha, não te vejo a meu lado, e só tu poderias lá estar! deverias lá estar! como devias estar agora, hoje, sempre... e não estás! mas estou feliz, claro! o teu mundo vai crescer! a tua marca no mundo vai vingar! eu?! ficarei a assistir da bancada! mas ainda assim: parabéns! estou muito feliz por ti! um beijo sincero, a mana.

domingo, 30 de março de 2008

@IADE

estávamos em 2002, iniciámos uma aventura e hoje, em 2008 ainda cá estamos! pelo meio... pelo meio, foram amizades que se criaram, laços que nasceram, namorados que mudaram, casas que comprámos, férias, estudo, trabalhos e frequências! exames! jantares, lanches, noites bem passadas! dias surreais! e discussões! algumas! desencantos... vitórias! os quatro anos voaram, mas vocês, a quem quero verdadeiramente, são o melhor da faculdade! cada uma à sua maneira, mas todas igualmente importantes... são parte de mim! por isso e porque me pedem tanto aqui fica o testemunho... a vossa amizade faz de mim uma pessoa melhor! ensinaram-me, ouviram-me, partilharam e cresceram comigo! a todas um beijo, moram no meu coração! amo-vos!

segunda-feira, 3 de março de 2008

a.m.o.

em resposta a ti!

amo-vos a vocês, porque dão cor à minha vida e iluminam os meus dias! porque me aquecem a alma e encorajam os momentos! porque me são preciosas!

amo a Leta! mais do que tudo e acima de qualquer um. porque é essência! porque é força! porque é amor incondicional!

amo os meus, a quem já não vejo mas que me acompanham sempre, porque a memória é o melhor dos baús e as recordações a melhor fotografia.

amo os meninos, que amam sem pudores, são fiéis e meigos, atentos e amigos.

amo o sol! trago-o comigo. é calor, cor e sensação. amo o sol!

amo a vida! nem sempre pareçe, mas amo! porque só assim faz sentido viver!

amo! porque amar é a nossa força maior!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

o que não nos mata, torna-nos mais fortes?! sim, digam-me que sim, porque há alturas em que só uma mentira piedosa nos poderá valer! serei eu uma pessoa sem escrupulos? as acções dos demais servem-me de sustento? escudo-me nelas para justificar atitudes e opções menos correctas? recorro a desculpas de mau pagador, é a questão que se coloca??? porque as minhas verdades não são necessariamente verdadeiras, o que o meu olhar alcança é turvo e adulterado por sentimentos que me povoam! sou uma pessoa indigna? a ânsia, a necessidade de provar algo tornam-me em alguém menos ortodoxo?

não, não procuro uma resposta vossa. nem tão pouco um afago amigo ou um abraço sentido! não quero e pior, hoje, acho que não mereço! o sentimento que agora me invade é horrível! nada ou ninguém pode atenuá-lo! hoje nem chorar me expurga a alma! e o sentimento de fraqueza é... se fiz algo de errado, apenas à minha consciência devo explicações, e essa cobra-me bem alto os juros das minhas acções. é uma juíza implacável, onde não existe apelo ou agravo! a inquietação é tormenta bastante! e gigantesca! mais logo, amanhã, daqui por um mês, tudo terá passado! em mim??? ficou marcado a fogo!

a idade traz sabedoria.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

cavaleiro monge

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados.
Por quintais e por fontes,
Caminhais aliados.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por plainos desertos,
Sem ter horizontes,
Caminhais libertos.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,

Cavaleiro monge,
Por ínvios caminhos,
Por rios sem ponte,
Caminhais sozinhos.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.



Fernando Pessoa

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Friends... ou o Sexo e a Cidade!


Sabes ainda agora quando te disse que tinha coçado a acabeça em jeito de: não sei bem o que dizer! Esqueci-me de te dizer que também sorri! Porque de facto dou comigo a pensar que somos uma trupe como poucas. Dignas de uma série ou concurso televisico... o chamado reality-show... e emitido pela TVI! Garantidamente! E por falar em séries?! Decididamente terá que ser o Sexo e a Cidade. As semelhanças são por demais evidentes, as situações igualmente surreais e nós... falar em causa própria é sempre complicado. Quanto a ti, doce aranha perdida na própria teia que teceu?! Como te enganas. Se mo permites, nem tão pouco és uma aranha, nem o que te rodeia a respectiva teia. Serás, porventura, um doce bicnhinho da seda, no seu casulo aconchegante, preparando-se para vir ao mundo... uma suave borboleta, voando, alto e livre, neste mundo por descobrir, e com tanto por experimentar. O medo... o medo é humano. E definitivamente presente! Mas nunca paralisante! Voa... que se caires, eu cá estarei para te apanhar! Voa! Que eu um dia farei o mesmo!

domingo, 13 de janeiro de 2008

é de mim? ou do domingo?

estou melancólica! aliás, ao domingo à noite sinto-me quase sempre assim, o que me leva a questionar se será de mim ou do domingo? porque o tão ansiado final de semana passa correndo e quando nos damos conta estamos novamente à porta de uma semana de trabalho! aliás, nós vivemos numa correria constante, para onde é o que nos falta descobrir. se vale a pena, ninguém consegue responder! mas entretanto cá vamos,

boa semana!