Estive a ler uma entrevista de José Maria Vieira Mendes, um autor de 32 anos, escreve peças, que nunca vi, e parece-me tão triste. Fala da vida com um desalento que me marcou. Não é a crueza das palavras ou dos pensamentos, mas antes os pensamentos em si, porque não me revi nesta geração de que fala, onde todos andamos em circulos, orfãos de figura paternal e maternal, em busca de um rumo desconhecido. Porque não sou assim. Pois não?!...
E aqui estou, também eu a escrever, porque o faço desde sempre, como escape e terapia. Não serei porventura o supra sumo da escrita, mas sou fiel e leal a mim, ao que penso e àquilo em que acredito. Porque vir à janela é importante. Sim, janela. Os blogues nada mais são do que janelas, onde os vizinhos, nos lêem e ficam a saber de nós. Os nossos blogues são janelas imensas, abertas, diria até escancaradas, para o interior de cada um de nós. Ler um blogue, é conhecer alguém. Em casa tenho textos imensos, escritos na era pré-internet e pré-blogue (e eu fui das últimas bloguistas, decididamente) dos momentos marcantes. Ou seja, a minha janela é já muito velhinha! Primeiro foram os poemas, porque os problemas amorosos da infância e juventude, à data os maiores do mundo, só podiam ser descritos em poema, só assim faziam sentido. Mais madura veio a prosa, fruto da forma como falo, infindável, a prosa serve -me como uma luva. A dificuldade é conseguir escrever à velocidade a que penso. Também na casa dos vinte anos escrevi muito! O divórcio dos meus pais, a morte do meu avó, de um amigo, da Bolas, tudo gravado em palavras, vezes sem fim, ainda hoje reler os textos de então é sofrer da mesma forma, é sentir o que senti nessa altura, é reviver o que nem sempre se quer. Hoje, o blogue... Também veio como forma de guardar o importante, de ouvinte silencioso, de alma fora do corpo.Mas uma alma, que muito embora não esteja sempre alegre, permanece idealista. Que sonha! Que almeja!
Não, não faço parte desta geração de que o José Maria Vieira Mendes fala. Decididamente que não. Porque apesar de tudo o que está mal, apesar da lucidez extrema e do feitio complicado, consigo ainda assim ser feliz, estar feliz, ficar feliz. Por mim, por vocês e por todos aqueles que algures são felizes. Ando em circulos, claro, mas não chego a ficar tonta...
domingo, 13 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
parabéns! estou mto feliz por ti!
sabes, no sábado pensei em nós e fartei-me de chorar! devia ter escrito nessa altura, porque as ideias que me assolavam numa catadupa incandescente eram o espelho do que sinto. da tristeza que me acompanha por não sermos como poderiamos ser. porque afinal tu és parte de mim e nós somos parte do mesmo. ainda assim: não parece! nunca pareceu! e se eu sou difícil, com um temperamento vincado e por vezes explosivo, também nisso somos feitos do mesmo e tu és, incomparavelmente, mais dificil do que eu. sabes, as lágrimas já me acompanham novamente, porque o facto de me ter acostumado à realidade da nossa relação não significa, nem por um instante, que não magoe. porque quando um dia ficar sozinha, não te vejo a meu lado, e só tu poderias lá estar! deverias lá estar! como devias estar agora, hoje, sempre... e não estás! mas estou feliz, claro! o teu mundo vai crescer! a tua marca no mundo vai vingar! eu?! ficarei a assistir da bancada! mas ainda assim: parabéns! estou muito feliz por ti! um beijo sincero, a mana.
domingo, 30 de março de 2008
@IADE
estávamos em 2002, iniciámos uma aventura e hoje, em 2008 ainda cá estamos! pelo meio... pelo meio, foram amizades que se criaram, laços que nasceram, namorados que mudaram, casas que comprámos, férias, estudo, trabalhos e frequências! exames! jantares, lanches, noites bem passadas! dias surreais! e discussões! algumas! desencantos... vitórias! os quatro anos voaram, mas vocês, a quem quero verdadeiramente, são o melhor da faculdade! cada uma à sua maneira, mas todas igualmente importantes... são parte de mim! por isso e porque me pedem tanto aqui fica o testemunho... a vossa amizade faz de mim uma pessoa melhor! ensinaram-me, ouviram-me, partilharam e cresceram comigo! a todas um beijo, moram no meu coração! amo-vos!
segunda-feira, 3 de março de 2008
a.m.o.
em resposta a ti!
amo-vos a vocês, porque dão cor à minha vida e iluminam os meus dias! porque me aquecem a alma e encorajam os momentos! porque me são preciosas!
amo a Leta! mais do que tudo e acima de qualquer um. porque é essência! porque é força! porque é amor incondicional!
amo os meus, a quem já não vejo mas que me acompanham sempre, porque a memória é o melhor dos baús e as recordações a melhor fotografia.
amo os meninos, que amam sem pudores, são fiéis e meigos, atentos e amigos.
amo o sol! trago-o comigo. é calor, cor e sensação. amo o sol!
amo a vida! nem sempre pareçe, mas amo! porque só assim faz sentido viver!
amo! porque amar é a nossa força maior!
amo-vos a vocês, porque dão cor à minha vida e iluminam os meus dias! porque me aquecem a alma e encorajam os momentos! porque me são preciosas!
amo a Leta! mais do que tudo e acima de qualquer um. porque é essência! porque é força! porque é amor incondicional!
amo os meus, a quem já não vejo mas que me acompanham sempre, porque a memória é o melhor dos baús e as recordações a melhor fotografia.
amo os meninos, que amam sem pudores, são fiéis e meigos, atentos e amigos.
amo o sol! trago-o comigo. é calor, cor e sensação. amo o sol!
amo a vida! nem sempre pareçe, mas amo! porque só assim faz sentido viver!
amo! porque amar é a nossa força maior!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
o que não nos mata, torna-nos mais fortes?! sim, digam-me que sim, porque há alturas em que só uma mentira piedosa nos poderá valer! serei eu uma pessoa sem escrupulos? as acções dos demais servem-me de sustento? escudo-me nelas para justificar atitudes e opções menos correctas? recorro a desculpas de mau pagador, é a questão que se coloca??? porque as minhas verdades não são necessariamente verdadeiras, o que o meu olhar alcança é turvo e adulterado por sentimentos que me povoam! sou uma pessoa indigna? a ânsia, a necessidade de provar algo tornam-me em alguém menos ortodoxo?
não, não procuro uma resposta vossa. nem tão pouco um afago amigo ou um abraço sentido! não quero e pior, hoje, acho que não mereço! o sentimento que agora me invade é horrível! nada ou ninguém pode atenuá-lo! hoje nem chorar me expurga a alma! e o sentimento de fraqueza é... se fiz algo de errado, apenas à minha consciência devo explicações, e essa cobra-me bem alto os juros das minhas acções. é uma juíza implacável, onde não existe apelo ou agravo! a inquietação é tormenta bastante! e gigantesca! mais logo, amanhã, daqui por um mês, tudo terá passado! em mim??? ficou marcado a fogo!
a idade traz sabedoria.
não, não procuro uma resposta vossa. nem tão pouco um afago amigo ou um abraço sentido! não quero e pior, hoje, acho que não mereço! o sentimento que agora me invade é horrível! nada ou ninguém pode atenuá-lo! hoje nem chorar me expurga a alma! e o sentimento de fraqueza é... se fiz algo de errado, apenas à minha consciência devo explicações, e essa cobra-me bem alto os juros das minhas acções. é uma juíza implacável, onde não existe apelo ou agravo! a inquietação é tormenta bastante! e gigantesca! mais logo, amanhã, daqui por um mês, tudo terá passado! em mim??? ficou marcado a fogo!
a idade traz sabedoria.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
cavaleiro monge
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados.
Por quintais e por fontes,
Caminhais aliados.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por plainos desertos,
Sem ter horizontes,
Caminhais libertos.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por ínvios caminhos,
Por rios sem ponte,
Caminhais sozinhos.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.
Fernando Pessoa
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados.
Por quintais e por fontes,
Caminhais aliados.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por plainos desertos,
Sem ter horizontes,
Caminhais libertos.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por ínvios caminhos,
Por rios sem ponte,
Caminhais sozinhos.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.
Fernando Pessoa
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Friends... ou o Sexo e a Cidade!

Sabes ainda agora quando te disse que tinha coçado a acabeça em jeito de: não sei bem o que dizer! Esqueci-me de te dizer que também sorri! Porque de facto dou comigo a pensar que somos uma trupe como poucas. Dignas de uma série ou concurso televisico... o chamado reality-show... e emitido pela TVI! Garantidamente! E por falar em séries?! Decididamente terá que ser o Sexo e a Cidade. As semelhanças são por demais evidentes, as situações igualmente surreais e nós... falar em causa própria é sempre complicado. Quanto a ti, doce aranha perdida na própria teia que teceu?! Como te enganas. Se mo permites, nem tão pouco és uma aranha, nem o que te rodeia a respectiva teia. Serás, porventura, um doce bicnhinho da seda, no seu casulo aconchegante, preparando-se para vir ao mundo... uma suave borboleta, voando, alto e livre, neste mundo por descobrir, e com tanto por experimentar. O medo... o medo é humano. E definitivamente presente! Mas nunca paralisante! Voa... que se caires, eu cá estarei para te apanhar! Voa! Que eu um dia farei o mesmo!
domingo, 13 de janeiro de 2008
é de mim? ou do domingo?
estou melancólica! aliás, ao domingo à noite sinto-me quase sempre assim, o que me leva a questionar se será de mim ou do domingo? porque o tão ansiado final de semana passa correndo e quando nos damos conta estamos novamente à porta de uma semana de trabalho! aliás, nós vivemos numa correria constante, para onde é o que nos falta descobrir. se vale a pena, ninguém consegue responder! mas entretanto cá vamos,
boa semana!
boa semana!
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
cegueira bendita!
ando perdida nestes Sonhos verdes
de ter nascido e não saber quem sou,
ando ceguinha a tactear paredes
e nem ao menos sei quem me cegou!
não vejo nada, tudo é morto e vago...
e a minha alma cega, ao abandono
faz-me lembrar o nenúfar dum lago
estendendo as asas brancas cor do sono...
ter dentro da alma a luz de todo o mundo
e não ver nada neste mar sem fundo,
Poetas meus Irmãos, que triste sorte!...
e chamam-nos a nós Iluminados
pobres cegos sem culpas, sem pecados
a sofrer pelos outros até à morte!
Florbela Espanca
Obs: doce maggy, não te demitas! não te rendas à indiferença dos demais, fugindo à verdadeira esência de ti mesma. a tua capacidade altruista de ver o que te rodeia é que nos conduz a todos a bom porto. acredita quando te digo: tu fazes do mundo, do meu mundo, do mundo que partilhamos um lugar melhor. mantém-te assim, forte e recta, que eu cá estarei!
bjs
de ter nascido e não saber quem sou,
ando ceguinha a tactear paredes
e nem ao menos sei quem me cegou!
não vejo nada, tudo é morto e vago...
e a minha alma cega, ao abandono
faz-me lembrar o nenúfar dum lago
estendendo as asas brancas cor do sono...
ter dentro da alma a luz de todo o mundo
e não ver nada neste mar sem fundo,
Poetas meus Irmãos, que triste sorte!...
e chamam-nos a nós Iluminados
pobres cegos sem culpas, sem pecados
a sofrer pelos outros até à morte!
Florbela Espanca
Obs: doce maggy, não te demitas! não te rendas à indiferença dos demais, fugindo à verdadeira esência de ti mesma. a tua capacidade altruista de ver o que te rodeia é que nos conduz a todos a bom porto. acredita quando te digo: tu fazes do mundo, do meu mundo, do mundo que partilhamos um lugar melhor. mantém-te assim, forte e recta, que eu cá estarei!
bjs
domingo, 2 de dezembro de 2007
só p'ra ti amiga verde! mas isto por encomenda é mais complicado...
amiga, eu faço-te a vontade e dou notícias, mas isto assim por encomenda é mais complicado! é que quando não escrevo é porque de facto não há muito a dizer! como explicá-lo?!....
sinto-me assim como que desnorteada, sei que não estou bem mas não tenho exactamente a certeza de como poderia estar melhor. trata-se de uma espécie de impotência consentida! encontro-me num estado de inconsistência gelatinosa, e não sei como reagir, ou se quero fazé-lo, ou... sei lá!
o motor da escrita oscila entre dois polos; quando estou triste ou menos bem, escrevo como forma de expurgar o que me vai na alma e magoa o coração, é um respirar de ar fresco que me invade e refresca; já quando estou bem, quando algo de extraordinariamente bom me acontece, a escrita é uma montra, onde pinto e pintalgo as alegrias, emoções, sensações e sentimentos que iluminam o meu dia-a-dia! de qualquer forma partilhar é sempre a meta! actualmente... estou neste meio-termo, em que não chove nem molha, e eu não vou nem fico! numa metáfora decididamente feminina: é como se estivesse magrérrima e ainda assim roupa alguma me ficasse bem! percebes?!
de qualquer forma, amiga verde, as tuas palavras são sempre um alento e escrever para alguém como tu, que o faz de forma inigualável e extraordinária é sempre um privilégio!
beijos
sinto-me assim como que desnorteada, sei que não estou bem mas não tenho exactamente a certeza de como poderia estar melhor. trata-se de uma espécie de impotência consentida! encontro-me num estado de inconsistência gelatinosa, e não sei como reagir, ou se quero fazé-lo, ou... sei lá!
o motor da escrita oscila entre dois polos; quando estou triste ou menos bem, escrevo como forma de expurgar o que me vai na alma e magoa o coração, é um respirar de ar fresco que me invade e refresca; já quando estou bem, quando algo de extraordinariamente bom me acontece, a escrita é uma montra, onde pinto e pintalgo as alegrias, emoções, sensações e sentimentos que iluminam o meu dia-a-dia! de qualquer forma partilhar é sempre a meta! actualmente... estou neste meio-termo, em que não chove nem molha, e eu não vou nem fico! numa metáfora decididamente feminina: é como se estivesse magrérrima e ainda assim roupa alguma me ficasse bem! percebes?!
de qualquer forma, amiga verde, as tuas palavras são sempre um alento e escrever para alguém como tu, que o faz de forma inigualável e extraordinária é sempre um privilégio!
beijos
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